segunda-feira, 20 de agosto de 2007

MISSÃO CUMPRIDA

Este Blog, a partir de hoje, tem as suas postagens encerradas. Entendo que o mesmo, alcançou seus objetivos; conforme estão previstos na sua apresentação contida na página inicial do mesmo, ou seja, focalizar, analisar, sugerir, discutir temas diversos, pertinentes á vida da sociedade contemporânea, em especial o que diz respeito à educação. Durante aproximadamente 5 (cinco) meses, cobrimos e analisamos os acontecimentos no mundo da educação, local, estadual e nacional, discutindo, questionando, estudando, de forma imparcial os seus pontos negativos como também os seus pontos positivos e chegamos a conclusão de que de acordo com o que nos propusemos fazer, foi feito. Os nossos objetivos foram realmente alcançados. Chegamos à conclusão que os problemas do nosso sistema educacional passam pelos seguintes pontos: (1) – Falta de prioridade (com metas acompanhadas e cobradas) do governo para a educação; (2) – Falta de investimento ou falta de investimento correto na educação; (3) – Necessidade de adequação curricular, para tornar o estudo mais atrativo e ao mesmo tempo interessante; (4) – Ampliar o tempo de permanência do aluno na escola com outras atividades educativas; (5) – melhorar a estrutura física, salas de atendimentos especiais (laboratórios de línguas, pintura, artes cênicas, cinema, religião, etc.), equipamentos e a dinâmica de trabalho visando melhorar cada vez mais o atendimento aos educandos, a tal ponto que eles sintam prazer em estar na escola; (6) – Falta de investimento no capital humano (educadores), no aspecto da valorização (social, ética, cultural e moral), do profissional de educação. Para que ele volte a trabalhar com prazer, dedicação e empenho pessoal naquilo que está fazendo que eles não sejam motivados a abandonar seus postos de trabalho, mas, que estes sejam desejados por aqueles que ainda não optaram profissionalmente pelo magistério; (7) – Falta de investimento no capital conhecimento, no mundo hodierno o capital produtivo mais importante é o conhecimento e não a mão-de-obra; (8) – O gerenciamento público das escolas tendo como meta prioritária a Qualidade da Educação acima de qualquer outra. Estes são os pontos fundamentais que devem ser atacados para que tenhamos uma educação verdadeiramente de qualidade. No transcorrer destes cinco meses de pesquisa, conseguimos ver que de uma forma mais ampla e estrutural, a solução para o problema das crianças de ruas (abandonadas), a marginalização, a escalada das drogas, a violência, o trabalho infantil, o analfabetismo infantil e adulto, o baixo rendimento escolar, a insatisfação crônica dos profissionais da educação, a falta de um bom atendimento na saúde, a questão dasegurança, da habitação, da corrupção, enfim de tantos outros problemas, serão todos resolvidos quando os problemas da educação forem resolvidos. É como diz o grande educador, educacionista, pensador, Senador Cristovam Buarque: “A SOLUÇÃO PARA TODOS OS PROBLEMAS DO BRASIL ESTÁ EM UMA TECLA SÓ – EDUCAÇÃO”. Temos muitas experiências isoladas positivas espalhadas pelos Brasis que formam esta grande nação. Este país é um grande laboratório. Precisamos sistematizar estas experiências, de resto, esperarmos a total implantação e implementação do PDE – Plano de Desenvolvimento da Educação para vermos como ficará a EDUCAÇÃO após este novo plano nacional de educação. Que Deus possa estar abençoando e cuidando desta grande nação brasileira.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

A SOLUÇÃO PARA OS PROBLEMAS DO BRASIL ESTÁ EM UMA TECLA SÓ: EDUCAÇÃO

“Ao longo de sua trajetória política e acadêmica, Cristovam Buarque sempre concentrou esforços, discursos e projetos na área da educação. Por isso mesmo, freqüentemente é apontado como o senador que insiste em uma tecla só. Mas ele não rebate as críticas. Pelo contrário, defende a posição de que é mesmo das salas de aulas que partirão as soluções para os problemas do Brasil. Mais do que uma voz solitária, o Presidente da Comissão de Educação parece ser uma voz destoante no Senado Federal.” (Bruno Vaz).


Leiamos uma entrevista dada pelo Senador Cristovam Buarque, ao Jornal Folha Dirigida On Line:


Folha Dirigida – No início do ano, o senhor enviou um ofício ao Presidente do senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), solicitando a discussão de algumas medidas de cunho educacional no Senado. Como está essa discussão?


Cristovam Buarque – Aquilo foi transformado em um seminário que estaremos completando até setembro no Senado. O problema é que eu mandei a mesma proposta para o ministro da Educação e nós não vemos nenhum interesse do Governo Federal em dar ênfase à Educação de Base. O governo Lula é um governo que coloca a educação em segundo lugar. O fundamental é a economia, como, aliás, é o que acontece com a maioria da população. Nós não damos importância à educação. Os pobres porque acham que a educação é um direito dos ricos. Eles desejam ter um carro, uma casa grande, mas não desejam ter para os filhos uma escola como a dos ricos. É como se não fosse um direito deles. E os ricos têm uma maneira míope de achar que educando seus filhos estará tudo resolvido. Não adianta educar seus filhos se o filho do vizinho não for. A pessoa sozinha numa ilha, por mais culta que seja, não é educada porque não tem com quem conversar, beneficiar-se das coisas, da convivência. Quando o governo coloca a educação em pauta é para atender às reivindicações do Ensino Superior, porque os reitores são formadores de opinião, os universitários votam, fazem manifestações. Criança não vota, não faz manifestação. Por isso este governo só trabalha pensando no imediato, não trabalha com estratégia, pensando a longo prazo.


Folha Dirigida – Como o senhor vê a crise ética que abate o Congresso atualmente e em especial atinge o presidente do Senado? De que forma isso atrapalha a discussão de projetos importantes?


Cristovam Buarque – Com estes atos de corrupção, passamos o tempo todo debatendo este assunto, e não o assunto Brasil. È um pouco como o PT, que debate mais a sua crise interna do que saídas para o país. Mas essa credibilidade não está abalada só por causa do Renan. Primeiro porque tivemos outros casos antes. Segundo porque enquanto tivermos um poder fraco e não tivermos a agenda do dia-a-dia sintonizada com as necessidades do povo, não seremos um poder de credibilidade.


Folha Dirigida – Mas os senadores ao menos se interessam por educação?


Cristovam Buarque – Não porque isso não dá votos. Não se ganha voto falando em Educação de Base. Mas eu estou a favor de uma onda que vai surgir daqui a 20 ou 30 anos em prol da educação. É como um surfista que vê uma onda lá atrás, não sabe se vai chegar nela, mas sabe que vai existir essa onda. O meu papel é de senador e abolicionista na educação, que eu chamo de educacionista. O educador é quem diz como vai ser uma boa escola. O educacionista diz como todas as escolas vão ser boas e iguais par todos. A riqueza daqui para a frente não está mais na mão-de-obra, mas nos operadores. Não serão mais os operários que gerarão renda, mas os operadores. O operário usa a mão, com pouca formação. O operador usa o dedo com muita formação. Se não tivermos operadores em quantidade no Brasil, preparados para usar a nova realidade científica e tecnológica, o país quebra. O capital do futuro é o conhecimento, não mais a terra. O problema é quanto o país vai pagar por ter acordado muito tarde. Outros países estão crescendo, e não apenas os ricos. Turquia, México, Costa Rica e Chile, por exemplo, estão superando de maneira radical no campo do conhecimento.


Folha Dirigida – Como primeiro ministro da Educação do governo Lula, como o senhor avalia os esforços da união para disseminar a educação no país?


Cristovam Buarque – Temos que dividir em duas partes: 2003 e depois de 2003. Quando eu fui ministro, iniciei uma campanha pela erradicação do analfabetismo, criei uma secretária especial para isso. E mostrei que era possível colocando um milhão e trezentos mil analfabetos em sala de aula. Em 2004, a secretaria foi fechada e o programa virou um simples programa de alfabetização, perdeu-se o vigor transformador, passou a se fazer como um serviço. Sobre a implantação do horário integral em todas as escolas, que eu considero a meta principal neste esforço comecei em 29 cidades. Todas as escolas destas cidades seriam derrubadas para se construírem outras. Íamos fazer um concurso nacional para escolher os professores, que ganhariam um salário alto. Estases colas seriam equipadas, mas em 2004, isso parou. Deixei dinheiro no orçamento de 2004 para mais 155 cidades, mas ele foi transferido para outra finalidade. Eu mandei cerca de 30 projetos de lei para a Casa Civil na época, mas todos morreram lá e agora estão voltando. O Próprio Programa Universidade para Todos, o ProUni, foi feito na minha época, com um outro nome, Programa de Apoio ao Estudante. Esse negócio de dizer que é para todos é mentira – é só para quem termina o Ensino Médio. E dois terços dos alunos não terminam. Na minha proposta, o aluno formado pelo ProUni teria que ser alfabetizador de adultos durante, pelo menos, um semestre. Com isso, o dinheiro que ia para a formação do aluno, iria também para a formação do analfabeto. Mas isso morreu porque a União Nacional dos Estudantes (UNE) e os sindicatos pressionaram o governo. Se os jovens tivessem que alfabetizar, não iam votar em quem criou o ProUni. Ao dar de presente, eleitoralmente foi mais inteligente. E o governo Lula se rege pelo eleitoralismo.


Folha Dirigida – No ano passado, os reitores das universidades federais assinaram um manifesto de apoio às políticas educacionais do governo às vésperas do segundo turno da eleição presidencial.


Cristovam Buarque – Mas o apoio não foi às políticas para as universidades federais, ao fato de o governo colocar mais dinheiro no Ensino Superior. Isso não é gestão, é prioridade, e não vai melhorar a educação no país. A educação universitária não será boa num país onde só um terço dos alunos terminam o Ensino Médio. Além disso, deste contingente, metade tem uma formação muito deficiente e a outra metade mediana. A universidade é muito corporativa. Se ela puder pegar todo o dinheiro referente à educação e deixar zero para a Educação de Base, vai fazer. Na minha época de reitor já era assim. O governo é que tem que mudar. A culpa não é do reitor. Qual o dirigente que vai dizer que tem R$ 1000 milhões sobrando para a educação básica? Até porque ele vai precisar deste dinheiro, não tem sobrando nunca. Vem daí a minha defesa de que o MEC tem que se dividir em dois. Ministério da Educação Superior e Ministério da Educação de Base. Enquanto isso não acontecer, só quem se beneficia é o Ensino Superior. A Educação Básica fica relegada a segundo plano.


Folha Dirigida – Entre as propostas apresentadas pelo senhor no Senado estão temas como a instituição de conteúdos mínimos para a Educação Básica, da biblioteca do professor e a realização de um recenseamento escolar das crianças de até cinco anos. Fale um pouco destes projetos.


Cristovam Buarque – Praticamente todos eu fiz quando fui ministro da educação, como já existe o Sistema Único de Saúde. Hoje, no Brasil, cada prefeito faz o que quer na área, mas tem que ter o mínimo. A criança de cada município tem que saber o mínimo de História, Aritmética. Os currículos não são cumpridos porque não existem leis, metas e uma lei de responsabilidade educacional. Além disso, existem diretrizes gerais, mas não existe um conteúdo mínimo a ser ensinado nas escolas. Por isso 54% das crianças não sabem ler quando chegam na 4ª série. Se uma criança não aprende, a culpa é dela e da família, mas se 54% não aprendem, a culpa é do prefeito. Já a questão da biblioteca do professor é doar livros anualmente, ao docente. O governo apresenta uma lista de livros e eles escolhem dois ou três que querem receber gratuitamente. Ainda é muito pouco, mas dá para começar. O programa de livros didáticos para os alunos doa 100 milhões de livros por ano. Se doarmos para os professores, vai ser muito menos, mas vai fazer uma diferença grande. Um professor que lê vai estar muito melhor preparado. Quando eu era ministro, comecei o recenseamento e treinei 30 mil recenseadores. A idéia é saber quantas crianças estão fora da escola e ir atrás delas. Ainda temos 1,5 milhão de crianças que não estão matriculadas. Não são apenas 5% do total das crianças, mas 1,5 milhão. Elas têm nome, identidade. Eu proponho que seja criado um cartão com as informações da criança na escola, as notas que ela tira, o seu desempenho, para que o Presidente da República, o Governador e o Prefeito saibam como essa criança está indo na escola.


Folha Dirigida – Como funcionaria a lei de responsabilidade educacional?


Cristovam Buarque – Quando pensamos em levar adiante a federalização da educação, que é o que eu defendo, vai ser preciso que o país defina metas para cada prefeito cumprir. E havendo metas, tem que haver punição para quem não cumprir, que deve ficar inelegível. Mesmo que os governantes priorizassem a educação, não se estabelecem metas. Por exemplo: o governante pode estabelecer que vai erradicar o analfabetismo ou implantar o regime integral nas escolas. Mas, se não disser em quantos anos, ele não tem metas a cumprir. Quando for federalizado, é o governo federal quem vai definir estas metas. Alguns prefeitos gostam de educação, fazem milagre em prol dela, mas a maior parte considera a educação um serviço, uma obrigação, não um instrumento de transformação social. A saúde por exemplo, é um serviço importantíssimo, mas que não transforma as pessoas.


Folha Dirigida – É discutida, em Brasília, a criação de Piso Nacional para a Educação. O senhor considera o projeto positivo?


Cristovam Buarque – Este projeto começou em 2003, quando eu era ministro. Não foi para frente. E, quando voltei ao Senado, dei entrada novamente. Aí o governo passa por cima e apresenta o dele. O projeto é bom, mas falta dizer que o piso, de R$ 1.100, é o primeiro passo para chegar a R$ 4.000 em dez anos. Mas o piso que é colocado, e foi o mesmo que eu coloquei, ainda é muito baixo. Na minha época ainda era maior, já que três anos atrás, com a inflação, estaria maior que hoje. Falta na proposta do governo colocar este aumento na frente. Com um piso de R$ 1.100, os melhores jovens que se formam não vão querer atuar como professores. Enquanto for assim, não vai existir boa educação no país.
Transcrito da Folha Dirigida On Line
Data de Publicação: 31/08/2007
Matéria de: Bruno Vaz

ENTRE ASPAS

"Os outros problemas têm a ver com outros problemas. A educação tem aver com todos eles." (Senador Cristovam Buarque - Referindo-se a importância da educação na solução de todos os problemas do Brasil).

EXPERIÊNCIA MELHORA EDUCAÇÃO BÁSICA NO ESTADO DO PERNAMBUCO

O Programa de Desenvolvimento dos Centros de Ensino Experimental (Procentro), criado pelo governo do Estado do Pernambuco, tem conseguido melhorar a qualidade do Sistema Educacional do estado e expandir as unidades públicas de Ensino Médio.
No Procentro, as aulas acontecem em período integral. Os estudantes aprendem os conteúdos por meio de aulas práticas em laboratórios de Ciências, Química, Matemática e Salas Temáticas. Além de Localização Especial, que representa um aumento de 1,25% no salário de tabela.
O resultado do trabalho desenvolvido é que os jovens se sentem mais motivados a estudar, constatação verificada a partir de dados que comprovam que 97% dos alunos que freqüentam as aulas e conseguem alcançar elevadas pontuações nos testes aplicados pelo Ministério da Educação (MEC), nos vestibulares e em Olimpíadas Educativas.

ENTRE ASPAS

“A Educação Básica dentre outras funções, reduz a criminalidade.”
(Dr. Mário Hélio de Souza Ramos, Presidente da Fundação Bradesco, na sua fala inicial na reunião do Conselho de Educação do Senado).

NOSSA GUERRA

Quando o Senador Cristovam Buarque, esteve recentemente, no município catarinense de Joaçaba, uma jovem pôs um gravador à sua frente e fez a seguinte pergunta: “O que o Sr. Diria ao pai de um jovem de 16 anos que diz ter decidido ser professor?”
O Senador Cristovam respondeu: “Diria que me sentia como se o rapaz estivesse se alistando no Exército em tempos de guerra. O pai tem todo o direito de se assustar com o futuro do filho, mas tem motivos para se orgulhar do seu patriotismo”.
A pergunta da jovem catarinense se justifica plenamente. Hoje, raros pais ficam felizes com a opção de um dos filhos pelo magistério. É triste reconhecer, mas a carreira de professor não oferece um futuro promissor. O jovem que abraça essa carreira provavelmente terá um salário baixo, trabalhará em escolas fisicamente degradadas, não contará com o auxílio de modernos equipamentos, enfrentará turmas desmotivadas e estará sujeito a atos de violência.
Entretanto, esses são os profissionais que enfrentarão a guerra da construção do futuro do Brasil. Esses jovens são soldados do futuro, são patriotas em defesa de uma grande nação.

ENTRE ASPAS

"A educação do homem começa no momento do seu nascimento; antes de falar, antes de entender, já se instrui." (Jean Jacques Rousseau).

ENTRE ASPAS

“Uma onda surgirá daqui a 20 ou 30 anos em prol da educação. O bom surfista vê a onda boa antes dela chegar. Já estou nela!” (Senador Cristovam Buarque, em entrevista a Folha Dirigida).

DEPUTADA SANDRA ROSADO APROVA PROJETO NA CÂMARA FERDERAL: BANCO DE SANGUE DE RECÉM-NASCIDOS FACILITARÁ EXAMES DE DNA

Segundo Projeto de Lei apresentado pela Deputada Sandra Rosado, hospitais públicos e privados terão de manter um banco ativo de sangue de recém-nascidos para fins de exames de DNA. A proposta da Deputada Sandra Rosado (PSDB-RN), foi aprovado na Câmara Federal dos Deputados, passando agora para apreciação do Senado Federal.
O Projeto de Lei 6494/2006 recebeu parecer favorável da relatora, Deputada Federal Iriny Lopes (PT-ES), e foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. A iniciativa da Drª. Sandra Rosado altera a Lei 8069/1990, que trata do Estatuto da Criança e do Adolescente, que determina somente o registro de impressões e a coleta da digital dos bebês recém-nascidos e das mães.
“Ocorre que com as eficazes técnicas de identificação por meio de análise do DNA, o atual método tornou-se defasado, uma vez que é passível de erros. A sugestão que faço é que o banco de DNA funcione como uma técnica segura de identificação biológica”. Justifica Sandra Rosado.
Pela proposta, as unidades hospitalares que realizarem partos terão de armazenar e conservar as amostras de sangue do recém-nascido pelo prazo mínimo de 5 (cinco) anos. “A possibilidade de utilizar o material somente quando necessário contornaria o elevado custo da moderna técnica, tornando assim acessível a todas as instituições de saúde”, explica Sandra.
Após apreciação pelas comissões do Senado Federal, e se aprovado, vai então para sanção presidencial, dispondo as unidades de saúde de um prazo de 6 (seis) meses para se adequarem às novas exigências.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO REAFIRMA PUNIÇÃO A PROFESSORES GREVISTAS

A Secretaria de Educação e Cultura do Estado do Rio grande do Norte, divulgou no dia de ontém 08/08, nota que reafirma que vai demitir e cortar o ponto dos professores que insistirem em manter a greve, que hoje completa um mês.
De acordo com o comunicado a secretaria ainda afirma a disposição de abonar o salário dos professores que voltarem às aulas até o final desta semana. Além disso, se compromete a negociar, individualmente, o pagamento correspondente aos dias 9 a 20 de julho, caso o ano letivo seja reposto.
Veja Nota na Íntegra:
A Secretaria Estadual de Educação esclarece que vai abonar o ponto, a partir do dia 21 de julho, de todos os professores que tenham retomado as aulas, bem como dos que retornarem ao trabalho ainda esta semana.
Também se compromete a negociar individualmente, o pagamento referente aos dias 9 a 20 de julho, mediante o cumprimento dos duzentos dias letivos de aula.
Alerta ainda que mantém o corte de ponto dos educadores que insistam em manter a paralisação e que irá tomar as medidas administrativas cabíveis, com abertura de processo administrativo por abandono de emprego.
Mais uma vez, o Governo do Estado apela para o bom senso dos professores, que nos últimos quatro anos foram beneficiados com ações administrativas esperadas há 20 anos. Como exemplo podemos citar o Plano de Cargos, Carreira e Salários que dobrou a folha salarial da Educação, passando de R$ 24 milhões para R$ 48 milhões por mês; realização de concurso público e convocação de 2.460 professores aprovados; e as eleições diretas para diretores das escolas.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

JUSTIÇA FEDERAL ISENTA GOVERNADORA WILMA DE FARIA DE AÇÃO POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

Decisão do juiz federal Edílson Pereira Nobre Júnior, titular da 4ª Vara Federal, publicada no Diário Oficial de hoje, inocentou a governadora Wilma de Faria de responsabilidade de superfaturamento da ponte Forte-Redinha.

A decisão isenta a governadora da acusação de improbidade administrativa.

“A só circunstância de exercer o cargo mais elevado do ramo executivo de um ente político não implica, como conseqüência inarredável, a responsabilidade pela execução de obras que, como afirmado pelo autor, é realizada mediante gestão descentralizada”, escreveu o juiz em sua sentença.




Veja Matéria Completa em: http://thaisagalvao.com.br/



segunda-feira, 6 de agosto de 2007

CANSSEI, CANCEI OU CANSEI?

Gilberto Dimenstein


Um vendedor da livraria Cultura, na Avenida Paulista, consegue tirar até R$ 4.500,00 mensais, com direito a assistência médica e odontológica, além de receber bolsa para estudar na faculdade. Dependendo do seu desempenho, ganha um bônus no final do ano sem contar os descontos para compra de livros. Mesmo assim, um dos principais problemas daquela livraria é atrair e manter empregados. “É desesperador”, resume Pedro Herz, proprietário da livraria.

Desesperador porque os candidatos a vendedor apresentam falhas na sua formação, a tal ponto que muitos deles não perceberiam o erro no título desta coluna. Uma boa parte dos contratados não se adapta às exigências do trabalho, deixando o emprego na fase de experimentação. Resultado: vagas abertas há muitos meses, o que acaba por impactar a capacidade da livraria de elevar suas vendas.

Entendemos, em parte, como, num país de alto desemprego, especialmente entre jovens, não se preenchem vagas com um salário de R$ 4.500,00, vendo a resistência apresentada, na semana passada, à proposta de premiar os professores mais talentosos e esforçados.

Ao assumir, na semana passada, a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães, uma das maiores especialistas brasileiras em avaliação escolar, defendeu a idéia de que os melhores professores sejam premiados com base em uma série de indicadores.

Não falou em reduzir salários, mas apenas em dar um bônus a quem se esforce mais e obtenha resultados positivos em sala de aula.

A reação unânime dos sindicatos foi a condenação do sistema de mérito, por supostamente, colocar nos professores a responsabilidade pelos problemas no aprendizado. Para sair do papel, a idéia da secretária enfrentará uma gigantesca mobilização, com reflexos políticos.

Para se ter uma idéia da reação, basta saber que os professores da rede municipal de São Paulo ganham, no final do ano, uma gratificação por desempenho baseada num só critério: assiduidade. Só que todos ganham o benefício, mesmo os que faltam cronicamente. Foi feita uma portaria determinando que, pelo menos, apenas os assíduos ganhassem a gratificação – a medida está mofando em alguma gaveta.

O caos educacional não é responsabilidade apenas dos professores. Tenho mostrado nesta coluna uma série de carências sociais que prejudicam o desempenho do aluno, como as doenças não tratadas. Os salários são baixos, e a infra-estrutura escolar, precária, mas a impossibilidade de premiar o mérito e punir o erro acaba por gerar falta de estímulo. Sela-se um pacto de mediocridade. Essa é uma das razões, entre várias, para entender porque apenas 5% dos alunos concluem o Ensino Médio Público com o conhecimento adequado de língua portuguesa.

Vale a pena prestar atenção na cidade de Denver, localizada no Estado do Colorado (EUA), onde se desenvolveu por vários anos a experiência de dar um bônus aos melhores professores. Como se previa, o prefeito apanhou dos sindicatos, mas os resultados foram tão promissores que, desde o início do deste ano, a prática se estendeu por toda a rede. E com o apoio não só dos professores mas também dos contribuintes, que toparam pagar mais impostos para bancar um fundo público destinado a conceder para o bônus.

Nem é preciso ir tão longe. Uma das mais férteis experiências educacionais (Procentro) do país são algumas escolas estaduais de ensino médio em Pernambuco, nas quais se oferece uma remuneração diferenciada, com direito a bônus, aos professores, que são obrigados a cumprir metas. A gratificação pode chegar a R$ 2.500,00. O programa levou pancadas das mais variadas corporações, apoiadas pelo Ministério Público, mas sobreviveu à mudança de governo, graças aos inequívocos sinais de sucesso nos mais diferentes testes, entre os quais os vestibulares e as olimpíadas de matemática. Lá, estudam-se, por exemplo, clássicos das literaturas gregas e romanas, além de aprenderem com jogos no porto Digital do Recife.

A tragédia de Congonhas foi o estopim para um movimento liderado pela OAB, batizado de “Cansei”. O cansaço com o caos, com a violência, com a impunidade é provocado, em larga medida, pela incompetência oficial, na qual não impera o mérito, em gerir qualquer coisa.

O cansaço com essa sensação generalizada de vulnerabilidade tem a mesma raiz da dificuldade enfrentada por uma livraria que não preenche todas as vagas, mesmo oferecendo um salário que supera a média dos vencimentos de um professor universitário – e isso significa mais de quatro vezes a média de rendimentos de um professor de ensino básico público brasileiro.

(Gilberto Dimenstein, colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, comentarista da TV Futura e da Rádio CBN. É diretor pedagógico da Cidade Escola Aprendiz – gdimen@uol.com.br).

ENTRE ASPAS

“A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces.” (Aristóteles).

CRISTOVAM BUARQUE RETORNA A LAGES PARA LANÇAR O “EDUCAÇÃO JÁ”

Depois de ter participado do II Congresso de Educação da Região Serrana, no último dia 26/07, evento promovido pela Prefeitura de Lages, O senador Cristovam Buarque retorna a Lages nesta sexta-feira 03/08, desta vez para abrir oficialmente o 2º semestre letivo na UNIPLAC – Universidade do Planalto Catarinense.

A aula inaugural será ministrada no Salão de Atos da UNIPLAC, às 19:00 horas, para toda a Comunidade Acadêmica e demais interessados. Cristovam Buarque, 63 anos, ex-Ministro da Educação, fundador da Universidade de Brasília, formado em Engenheiro Mecânico e Doutor em Economia pela Sorbonne. Também é escritor, com mais de 20 títulos publicados. Na ocasião da aula inaugural, o Prefeito Renato Nunes de Oliveira será representado pela Secretária Municipal de Educação, Neuza Zangelini.

No sábado, 04/08, pela manhã, o Senador fará caminhada pelo centro da cidade, como atividade de lançamento do movimento suprapartidário “Revolução pela Educação”. Esta caminhada oficializando o lançamento deste movimento estava previsto para às 10 horas

ENTRE ASPAS

“A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida.” (John Dewey).

REGISTRO HISTÓRICO – DOCENTES EM FALTA

Relatório da Câmara da Educação Básica do CNE – Conselho Nacional de Educação, divulgado no início do mês de julho, estima haver um déficit de 246 mil professores no Ensino Médio no país. É uma situação bastante grave. Os próprios autores deste relatório reconhecem que se nada for feito, o Brasil viverá nos próximos anos um “Apagão do Ensino Médio”. Não é difícil compreender a escassez de pessoas dispostas a tornarem-se professores. È uma carreira mau remunerada, pouco valorizada e que exige bastante de seus profissionais, muitas vezes submetidos a péssimas condições de trabalho. Agora, com o anúncio da implantação do Fundo da Educação Básica (FUNDEB), existe uma tênue possibilidade de que as coisas comecem a mudar, ainda que lentamente. Já se fala... Se fala... Mas discurso e prática andam por caminhos diferentes. Na criação de um Piso Salarial Nacional (que em nenhuma esfera governamental, quer seja ela municipal, estadual ou federal, admite-se e se reconhece o piso digno para o trabalhador em educação, como o valor necessário para uma vida honrosa, que é o Piso Nacional proposto pela (CNTE), mas a perspectiva é a de que os recursos possam realmente fluir e quem sabe um dia chegar "alguma coisa” nos bolsos dos trabalhadores em educação. Esses recursos percorrem um longo e complicado caminho em efeito cascata, no seu início é uma gigantesca e volumosa cascata, mas ao percorrer o seu longo trajeto, vai se reduzindo em projetos e mais projetos, em obras e mais obras, quando chega ao professor, elemento fundamental de todo o processo educacional, apenas chega gotejantemente, isso quando chega. O que eu quero dizer e é possível que não tenha sido bastante claro, é que de nada adianta investir na elaboração de projetos educacionais especiais, em estrutura física escolar (reforma ou construção), em equipamentos se não houver um bom investimento no capital humano, que são os professores, a mola mestra do processo educacional. E esse investimento tem que ser nos salários, em bons cursos e capacitação continuada. A prova está aí: a categoria de profissionais de educação em quase todo o país já fizeram ou estão em greve ou ainda vão passar por essa experiência, nas mais diferentes unidades da federação. Podemos citar, como exemplos, Ceará, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, etc.

O problema é que qualquer mudança a partir de agora já chegará com atraso. Tome-se como exemplo o caso da disciplina física. São necessários 55.000 professores dessa matéria, mas, entre 1990 e 2001, as faculdades só formaram 7.216 licenciados na área. A situação é apenas um pouco menos grave em química, biologia e matemática.

Como saída para essa situação tão grave, este conselho sugere medidas emergenciais. Os autores do relatório sugerem várias medidas, dentre elas contratarem profissionais liberais, aproveitar alunos de licenciatura (onde há escassez de profissionais habilitados e/ou concursados nas disciplinas em áreas específicas), estimular professores da rede pública a retardar a aposentadoria (aqueles que ainda estão com algum estímulo, disposição e saúde).

Deve-se ainda acrescentar a essa lista a possibilidade de Estados e Prefeituras pagarem mais (bônus adicional), aos docentes das disciplinas cuja escassez é maior, bem como pagar mais a professores com melhor desempenho. É preciso que a carreira volte a ser atrativa, ou o país estará condenado ao atraso. E é exatamente isso o que chamamos de Apagão da Educação.

ENTRE ASPAS

“O essencial, com efeito, na educação, não é a doutrina ensinada, é o despertar.” (Ernest Renan).

ESCOLAS PÚBLICAS DO ESTADO COBRAM TAXAS ABUSIVAS DOS ALUNOS

Li no Jornal a Folha na internet, recentemente um artigo que muito me chamou a atenção, cujo título usei para dar nome a essa matéria. Segundo a matéria escrita pela jornalista Cássia Gisele Ribeiro, muitas escolas da Rede Pública do Estado de São Paulo, estão cobrando taxas para fazer provas, taxa de ocupação nas bibliotecas, comercialização do uniforme obrigatório a preços abusivos, contribuições para Associação de Pais e Mestres, material de expediente tais como, papel sulfite, papel ofício, álcool, etc, etc, etc.

Mas segundo a Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo, que se posicionou por meio de comunicado oficial, divulgado pela assessoria de imprensa, qualquer cobrança de taxa feita aos alunos em Escolas da Rede Pública é terminantemente PROIBIDA.
Imagine se essa prática chega ao Rio Grande do Norte, onde os professores ganham mau, as escolas estão deterioradas, muitas caindo aos pedaços, sem bibliotecas (de verdade), sem laboratórios, sem equipamentos, sem quadras de esportes, piscinas e principalmente praticamente sem alunos, porque as Escolas nada têm a oferecer aos seus alunos como forma de atraí-los para buscar um futuro melhor.
O sonho do FUNDEB cujo anuncio encantou e encanta milhares de professores, ainda não chegou às escolas e pelo visto está difícil de chegar. No marketing político, é fascinante, a alegria contagiante daquela professora que sai de casa distribuindo alegria, contagiando felicidade por onde passa a caminho de sua escola, da mesma forma aquele pai conduzindo sua filha à escola. Mas tudo apenas parece um sonho... Uma utopia... Muito distante da realidade... Os Educadores da rede pública do Estado do Rio Grande do Norte estão hoje ha 26 dias letivos em greve, com as escolas sem funcionarem, os alunos correndo grande risco de perderem o ano letivo. Os educadores já não têm mais o que perder, porque seus prejuízos morais, éticos e materiais são historicamente secular, os descontos das faltas em seus contra-cheques é apenas mais um dos reveses da sofrida vida de quem é educador em um país em que a educação não é prioridade. Os governantes e legisladores desse pais, excluindo-se algumas exceções, resistem em manter uma visão política arcaica, em que vêem a educação como "gasto" e não como "investimento". Realmente um povo culto, cheio de conhecimento não se deixa levar facilmente por manobras políticas; desta forma investir intelectualmente no povo seria desvantajoso para os maus políticos.

ENTRE ASPAS

“O que é ensinado em escolas e universidades não representa educação, mas são meios para obtê-la.” (Ralph Emerson).

PROFESSORES DA REDE PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO ENCERRAM GREVE

Os professores da Rede Pública do Estado de Pernambuco decidiram nesta sexta-feira 03/08, encerrar greve que já durava 54 dias. Sob ameaça de demissão a partir de hoje, caso não retornassem ao trabalho, os educadores seguiram orientação do SINTE-PE (Sindicato dos Trabalhadores em educação do Estado de Pernambuco).

A principal reivindicação da categoria era um salário-base acima do mínimo, já que grande parte recebe menos de R$ 300,00. O governo de Pernambuco propôs 5% de reajuste, mais R$ 200,00 de abono, e prometeu devolver descontos salariais que já haviam sido realizados nos contra-cheques. Com a reposição das aulas, o ano letivo deverá se estender até janeiro de 2008.